O sistema de pagamentos instantâneos do Brasil ganhou uma atualização importante focada na segurança de quem faz transferências todos os dias. O Banco Central e a Federação de Bancos começaram a aplicar regras mais duras para rastrear o dinheiro em casos de fraude ou golpe conhecido.

A principal novidade é a chegada do sistema MED 2.0. O funcionamento segue as regras gerais estabelecidas para o Mecanismo Especial de Devolução no site oficial do Banco Central. Agora, as instituições financeiras conseguem rastrear o dinheiro desviado em até cinco níveis diferentes de transferências de forma automatizada.

Antes dessa mudança, quando uma pessoa caía em um golpe e transferia o dinheiro, os criminosos rapidamente dividiam o valor e enviavam para outras contas diferentes (as chamadas contas laranjas). Isso dificultava o trabalho do banco, que só conseguia bloquear a conta que recebeu a primeira transferência.

Como funciona o novo bloqueio automático:

  • Quando a vítima faz a denúncia de golpe no aplicativo do banco, o sistema faz um alerta imediato.
  • O dinheiro é bloqueado mesmo que já tenha sido repassado para a segunda, terceira ou quarta conta na sequência, conforme as diretrizes de evolução de segurança do Banco Central.
  • As contas que receberam esses valores suspeitos ficam com o saldo travado até que a análise da fraude seja concluída pelas instituições financeiras.

Vale lembrar que o sistema de devolução é exclusivo para casos de crimes ou fraudes comprovadas. De acordo com as perguntas frequentes sobre devoluções de transações do Banco Central, essa proteção não se aplica a desacordos comerciais (como comprar um produto na internet e ele não ser entregue) ou quando o usuário transfere dinheiro para a pessoa errada por engano na digitação da chave.